
O setor de transporte e logística está em contínua transformação. Operações mais complexas, interiorização do mercado, novas tecnologias e estruturas de negócio revelam um mercado em busca de mais eficiência, segurança e integração.
Os dados do Guia Sobre Tendências de Gestão de Frotas e Logística 2026, produzido pela Platform Science, ajudam a compreender esse cenário em movimento.
De que forma as empresas estão estruturadas, quais cargas predominam, onde estão concentradas as operações e quais são as principais preocupações dos gestores estão entre os pontos detalhados no estudo, que contou com a participação de mais de 450 profissionais de todo o País.
O resultado é um raio X das empresas de transporte e logística que, além da situação atual, revela os caminhos a serem percorridos no futuro. Em um mercado competitivo, que exige cada vez mais previsibilidade, essa é uma fonte indispensável de conteúdo.
Em dois anos, a distribuição geográfica das empresas seguiu para o interior, movimento impulsionado principalmente pelo perfil da carga, voltada ao agronegócio.
Cada vez menos empresas concentram-se no Sudeste, apesar de a região ainda ser predominante: eram 63% (2024), caindo para 48% (2026). Todas as outras regiões registraram aumento:
Os números refletem a expansão logística ligada à industrialização regional, em especial a motivada pelo agronegócio.
A dependência exclusiva do eixo tradicional ainda ocorre, mas a proximidade com infraestruturas regionais é evidente.
A escala da operação se mantém em nível nacional, com 45% das empresas atuando dessa maneira – o mesmo percentual de dois anos atrás.
No entanto, aqui também se verifica um crescimento da atuação regional, que passou de 36% (2024) para 39% (2026). Por sua vez, as operações internacionais no mesmo período caíram de 19% para 16%.
Isso reforça a percepção de como funciona o mercado: consolidação local antes de movimentos mais abrangentes.
Além disso, os dados indicam foco em eficiência e controle operacional, mais do que na expansão geográfica.
Com relação ao porte das empresas, a maior parte do mercado concentra-se naquelas com mais de mil colaboradores (36,1%). No entanto, há dois anos este número já foi maior, 42,9%.
Por outro lado, observa-se um crescimento das faixas até 50 colaboradores. Empresas com até dez funcionários passaram de 4,2% para 6,1%; já as de 11 a 50 profissionais, foram de 6,8% para 12,8%.
Segundo o Guia Tendências 2026, isso sinaliza um mercado que "combina grandes estruturas com operações mais enxutas, flexíveis e orientadas à sobrevivência financeira."
Para cada um desses perfis, os desafios são diferentes:
O Guia Tendências 2026 também monitorou onde estão atuando os profissionais que compõem o mercado. E, para refletir o que tem acontecido na realidade, foi criada uma nova categoria de pesquisa, a de prestadores de serviço.
Assim como há dois anos (44,9%) a maior parte dos profissionais trabalha em transportadoras (45,1%). A nova categoria de prestadores de serviço já surge na segunda posição, concentrando 21,3% dos colaboradores do setor.
O terceiro lugar é ocupado pelos operadores logísticos, que passaram de 33,6% para 20,2%, com os embarcadores ficando em quarto, passando de 21,5% para 13,5% nos últimos dois anos.
Apesar de quase metade dos respondentes atuarem no core do setor, o percentual significativo de prestadores de serviço mostra que a operação moderna não roda sozinha e depende de um ecossistema que impulsiona eficiência e segurança.
Há uma interdependência cada vez mais evidente entre quem move a carga e quem fornece a tecnologia.
O modal rodoviário equivale a 96% do transporte das empresas entrevistadas. Com relação ao tipo de carga, os cinco maiores tipos listados pela pesquisa são:
Apesar da predominância da carga geral/fracionada, não existe uma fórmula única de gestão. Por isso, investimentos em tecnologia, pessoas e processos variam significativamente de empresa para empresa, de acordo com o porte, perfil e modelo de atuação.
A pesquisa mostra que a gestão está atuando em uma multiplicidade de frentes – o que é desafiador.
Os principais pontos de atenção dos gestores hoje se concentram em:
Segundo o Guia Tendências 2026, a multiplicidade revela uma “gestão sobrecarregada, em que muitas prioridades convivem ao mesmo tempo, nem sempre sustentadas por dados claros.”
Isso muitas vezes gera decisões reativas, baseadas em percepção e urgência e não em impacto mensurado.
Para que a gestão não perca o Norte diante de tantas prioridades, a pesquisa já aponta uma nova tendência: a gestão por exceção.
O objetivo deixa de ser o acúmulo de dados e alertas para mostrar ao gestor apenas o que exige decisão imediata. Nesse modelo orquestrado, os caminhos que se apresentam são:
O setor está em pleno movimento e transformação. Para suportar essas mudanças, é preciso a adoção de tecnologias robustas, capazes de integrar dados oriundos de diversas frentes – sistematizando e destacando apenas o que de fato impacta na melhoria da qualidade.
É o que a plataforma Vfleets da Platform Science realiza.
O raio X apresentado pelo Guia Tendências 2026 mostra um setor em movimento: operações que se interiorizam, empresas que se reorganizam e gestores que precisam lidar com múltiplas frentes ao mesmo tempo.
Nesse cenário, eficiência e previsibilidade deixam de ser apenas diferenciais e passam a ser condições essenciais para sustentar o crescimento. Mais do que ampliar operações, o desafio agora é gerenciá-las com inteligência – transformando informação em ação estratégica para a gestão moderna de frotas.
