Como a integração entre telemetria e videotelemetria pode melhorar a operação da frota: o case Incobel

Entenda como a integração de telemetria e videotelemetria pode melhorar a gestão da frota e conheça o case da Incobel com a Platform Science.
Lucas Lourenço
15/9/2026
XX
minutos de leitura

A Platform Science consolidou sua liderança na orquestração de frotas em 2026 ao concluir a aquisição das operações de telemática da Trimble Transportation no primeiro semestre de 2025. Essa integração une a plataforma unificada da empresa à robusta tecnologia Trimble, focando em inteligência coletiva, conectividade avançada e eficiência para o setor de transporte.

Índice

A Incobel Distribuidora de Bebidas, de Santa Catarina, buscava maneiras mais eficientes de acompanhar sua operação, integrando diferentes fontes de dados em uma visão única da frota.

Com uma frota de entrega, distribuição urbana e puxada, além de câmeras instaladas em 100% dos veículos, a empresa já contava com um grande volume de dados relacionados à segurança e ao comportamento dos motoristas.

O desafio era integrar essas informações e torná-las mais úteis para a tomada de decisão.

Isso significava superar um problema comum em operações de transporte: ter diferentes tecnologias, mas ainda enfrentar dificuldades para visualizar e interpretar os dados de maneira centralizada.

Assim, mais do que adicionar uma nova plataforma, era necessário fazer com que as soluções já utilizadas pela empresa pudessem trabalhar juntas.

Foi nesse contexto que a integração de telemetria e videotelemetria ganhou importância. Ao conectar dados operacionais, alertas e informações visuais em uma mesma experiência de gestão, a tecnologia pode ajudar as equipes a compreender melhor os eventos, agir com mais rapidez e acompanhar indicadores de segurança de forma mais eficiente.

O case da Incobel mostra como essa abordagem pode ser aplicada na prática e como a integração entre diferentes tecnologias pode contribuir para uma gestão de frota mais simples, conectada e orientada à ação.

 

O desafio da gestão de informações em operações complexas

Quanto maior e mais dinâmica é uma operação de transporte, maior tende a ser o volume de informações que precisa ser acompanhado.

Uma frota pode utilizar sistemas diferentes para telemetria, videomonitoramento, segurança, rastreamento e outros recursos de gestão. Cada tecnologia pode cumprir uma função importante individualmente. O problema aparece quando os dados permanecem isolados.

Imagine, por exemplo, que um evento de excesso de velocidade seja identificado pela telemetria. A informação mostra o que aconteceu, mas uma imagem da câmera pode ajudar a compreender o contexto em que aconteceu.

Da mesma maneira, uma imagem pode registrar um comportamento ou incidente, enquanto os dados da telemetria ajudam a identificar velocidade, localização e outros parâmetros associados ao evento.

Quando essas informações podem ser analisadas de maneira integrada, o gestor deixa de trabalhar apenas com dados isolados e passa a ter uma visão mais completa da ocorrência.

Por isso, a questão não é necessariamente adicionar mais uma ferramenta à operação. Em muitos casos, o caminho mais eficiente é fazer com que as tecnologias que a empresa já utiliza possam trabalhar juntas.

 

Como funciona a combinação entre dados e imagens?

A telemetria permite coletar e analisar informações relacionadas ao comportamento e à movimentação dos veículos. Dependendo da solução utilizada, esses dados podem incluir velocidade, aceleração, frenagem, localização e outros eventos relevantes para a operação.

A videotelemetria acrescenta uma dimensão visual a esse conjunto de informações. Câmeras embarcadas podem registrar o que acontece ao redor do veículo e fornecer evidências que ajudam a contextualizar determinados eventos.

Quando essas fontes são integradas, o gestor pode analisar diferentes perspectivas de uma mesma situação.

Um alerta de velocidade, por exemplo, pode ser associado às informações disponíveis sobre o veículo e ao registro visual do momento. Em situações de segurança, isso pode ajudar a equipe a compreender melhor o ocorrido, avaliar responsabilidades e tomar decisões mais fundamentadas.

O benefício, portanto, não está apenas em ter telemetria e videotelemetria. Está em conseguir transformar essas diferentes fontes de dados em informações úteis para a gestão.

 

O case Incobel: contexto e desafio

A Incobel Distribuidora de Bebidas está presente na Serra Catarinense, com matriz em Lages e uma filial em Rio do Sul. A operação atende aproximadamente 60 municípios e cerca de 25% do território de Santa Catarina.

Uma operação com essa abrangência exige acompanhamento constante de veículos, motoristas e indicadores de segurança.

A Incobel já havia implementado um sistema de videomonitoramento com câmeras em 100% da frota de entrega, distribuição urbana e puxada. Segundo o diretor da empresa, André Stormowski, as imagens já haviam sido importantes na abordagem de pequenos incidentes – ajudando inclusive a demonstrar situações nas quais o motorista estava correto.

Mas havia um desafio adicional: como reunir essas informações e utilizá-las de maneira mais eficiente na gestão?

 

A estratégia adotada

Segundo o consultor de Experiência do Cliente da Platform Science, Marcelo de Oliveira, quando a Incobel apresentou a necessidade de compreender determinados “pontos cegos” da operação, chegou-se ao consenso de que era preciso integrar dados e ferramentas já existentes.

A lógica era simples: adicionar mais uma plataforma não resolveria o problema.

Como a Platform Science atua com uma plataforma integradora, a estratégia foi conectar as informações e apresentá-las de maneira mais clara para o gestor.

Esse aspecto ganha ainda mais relevância porque a operação da Incobel também utiliza tecnologias de outros fornecedores, como a Vigitrack.

Segundo a consultora de Pós-venda da empresa, Viviane Chaves, a Vigitrack desenvolve o próprio hardware e trabalha muito informações relacionadas a acelerômetro e força G. Esse ganho não poderia jamais ser desconsiderado na integração.

Ou seja, não é preciso substituir todas as ferramentas existentes. Pelo contrário: uma plataforma integradora pode permitir que soluções especializadas continuem desempenhando suas funções enquanto seus dados passam a contribuir para uma visão mais ampla da operação.

Para o gestor, essa integração pode representar uma mudança importante: em vez de buscar informações em diferentes ambientes, ele passa a contar com uma visão mais centralizada.

Como resume Stormowski: “com um portal só, ficou muito mais fácil”.

 

Resultados e aprendizados

A integração também trouxe impactos percebidos pela Incobel na rotina de gestão.

O diretor da empresa destaca o uso de Business Intelligence (BI) da Platform Science para acompanhar a operação, especialmente pela possibilidade de trabalhar com alertas e informações em tempo real. Para ele, esse modelo gera um ganho importante de tempo, um recurso cada vez mais escasso nas operações.

Os resultados relatados pela empresa também chamam atenção.

Stormowski destaca que a Incobel conseguiu reduzir em 80% o índice de alertas relacionados à falta de uso do cinto de segurança e em aproximadamente 80% os índices de excesso de velocidade.

Esses indicadores mostram como dados podem ser utilizados para apoiar uma cultura de segurança. A tecnologia permite identificar comportamentos, gerar alertas e oferecer informações para que as equipes responsáveis possam agir.

Fica claro que o valor da tecnologia não está apenas na coleta de dados, e sim na capacidade de transformar essas informações em ações de gestão.

 

 

O que é possível aprender com o case da Incobel?

 

1. Integração pode ser mais eficiente do que adicionar plataformas

Em uma operação que já utiliza diferentes tecnologias, conectar os sistemas pode ser mais útil do que criar novos ambientes isolados.

 

2. Dados precisam de contexto

Informações de telemetria e imagens de videotelemetria podem se complementar para oferecer uma compreensão mais completa dos eventos.

 

3. Tecnologias diferentes podem trabalhar juntas

A integração permite aproveitar soluções especializadas já utilizadas pela operação, sem necessariamente substituí-las.

 

4. Uma visão centralizada reduz a complexidade da gestão

Reunir informações em um ambiente de gestão pode facilitar o acompanhamento da operação e economizar tempo das equipes.

 

5. Segurança pode ser acompanhada por indicadores

Alertas e dados operacionais ajudam a identificar comportamentos de risco e acompanhar a evolução dos resultados.

Esses aprendizados são especialmente relevantes para empresas que já investiram em diferentes tecnologias, mas ainda enfrentam dificuldades para transformar todos esses dados em uma visão única da operação.

 

Integração: o próximo passo para uma gestão mais inteligente

A evolução da gestão de frotas não depende necessariamente da adoção de uma quantidade cada vez maior de ferramentas.

Em muitos casos, o próximo passo está em conectar melhor as tecnologias que a empresa já possui.

A integração de telemetria e videotelemetria é um exemplo dessa transformação. Dados sobre o veículo e o comportamento do motorista podem ganhar mais valor quando associados a informações visuais.

Da mesma forma, tecnologias especializadas de diferentes fornecedores podem contribuir para uma mesma visão operacional quando existe uma plataforma capaz de integrá-las.

O case da Incobel mostra justamente essa possibilidade: transformar diferentes fontes de informação em uma experiência de gestão mais simples, centralizada e orientada à ação.

Para as empresas de transporte, a pergunta deixa de ser apenas “quais tecnologias devemos adicionar à nossa frota?” e passa a ser também: “como podemos fazer com que as tecnologias que já utilizamos trabalhem juntas?”

Essa mudança de perspectiva pode ser decisiva para construir uma operação mais conectada, eficiente e segura – sem transformar a gestão em um conjunto cada vez maior de sistemas isolados.

 

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