
O transporte de produtos perigosos recebe uma atenção especial dentro da cadeia de fornecimento e transportes, devido ao elevado risco para os envolvidos e para o meio ambiente. Por isso, para transportar esse tipo de carga são exigidos alguns cuidados, a fim de evitar ao máximo qualquer imprevisto que possa causar algum acidente durante o trajeto.
Nesse post você vai encontrar:
Cargas perigosas são as que podem ser explosivas, como gases comprimidos ou liquefeitos, inflamáveis, oxidantes, venenosas, infecciosas, radioativas, corrosivas ou poluentes, que possam representar riscos aos trabalhadores, as instalações físicas e ao meio ambiente.
Conhecer a classificação de resíduos perigosos é essencial para a empresa fazer a gestão correta de resíduos, o que engloba também a parte logística.

O transporte de cargas perigosas é regulamentado no Brasil pela Lei nº 10.233/2001 e por resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A Resolução ANTT nº. 5.232/16 define a classificação dos produtos perigosos e caracteriza como devem ser identificados, embalados, como deve ser feita a sinalização do veículo que os transportam e a documentação necessária.
A classificação utilizada para os resíduos classificados como perigosos é feita de acordo com o risco que apresentam. Veja a classificação de produtos perigosos para transporte:
O transporte de produtos perigosos deve seguir as exigências estabelecidas para a classe ou subclasse à qual pertence, avaliando os riscos e critérios de classificação. A sinalização dos veículos que transportam produtos perigosos é feita por meio de um painel de segurança e um rótulo de risco.
O painel de segurança é uma placa retangular alaranjada, que é fixada nos caminhões. A numeração presente na placa diz respeito ao número de risco e ao número ONU, que são os quatro algarismos na parte inferior da placa e que identificam a substância. O número de risco é indicado pelos dois ou três algarismos maiores presentes na parte de cima da placa.
O primeiro algarismo indica a classe à qual o produto pertence, ou seja, o seu risco principal; o segundo indica o risco secundário. Se não houver risco secundário, o segundo algarismo será 0. E o número de risco também pode ser precedido de um X.
Confira qual tipo de risco é indicado em cada número e algarismo:
Já o rótulo de risco tem o formato de um losango e não há uma padronização de cor. Esse rótulo faz referência quanto à natureza, o manuseio correto e a identificação do produto transportado.
Na maior parte das vezes, ele apresenta uma cor, um texto que identifica a classificação do produto e um número com as mesmas informações do painel de segurança. Há também um símbolo que indica perigo: por exemplo, uma caveira ou o símbolo radioativo.
O transporte de produtos perigosos pode causar riscos para a população e para o meio ambiente se feito de forma inadequada. Por exemplo, um acidente como o tombamento de uma carreta pode ocasionar o vazamento de substâncias inflamáveis, que trazem risco de provocar explosões e incêndios. Já produtos tóxicos são altamente nocivos se inalados.
O vazamento desses produtos é bastante prejudicial, tanto para o meio ambiente, quanto para os motoristas, pela possibilidade de acidentes gravíssimos. Por isso, todo cuidado é essencial nesse tipo de transporte.
As resoluções da ANTT determinam os documentos obrigatórios que devem ser levados no veículo ao se transportar cargas perigosas:
Emitida pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a Autorização Ambiental para Transporte de Produtos Perigosos é obrigatória para o transporte de cargas perigosas quando o trajeto é interestadual.
Para emitir a autorização, é necessário acessar o site do Ibama, clicar na aba “Serviços” e em seguida em “Cadastro, Inscrição e Certidões (CTF/APP)". Depois, é só seguir as instruções recomendadas.
A segurança do transporte de produtos perigosos depende da associação entre embalagens adequadas, motoristas treinados, documentação em ordem e veículos em boas condições.
Há alguns cuidados no transportes de cargas perigosas que, se colocados em prática, diminuem consideravelmente os riscos. O primeiro deles é a embalagem e o armazenamento, uma vez que há embalagens e protocolos de armazenamento adequados às propriedades de cada produto.
É importante que as embalagens estejam corretamente sinalizadas para que não ocorra confusão e erro. Também é fundamental conferir se o material de que são feitas as embalagens é adequado, para que o produto armazenado não o danifique.
O segundo cuidado é em relação às restrições de circulação, pois veículos que transportam produtos perigosos não podem circular em determinados lugares, como regiões densamente povoadas ou próximas de reservatórios de água e reservas ecológicas. Nesses casos, um sistema de roteirização com Inteligência Artificial, capaz de prever variáveis, é fundamental.
O último cuidado é em relação à sinalização. É obrigatório a utilização de diretrizes para sinalização adequada e em locais visíveis, como o painel de segurança, o número de risco, o número ONU e rótulo de risco. A sinalização adequada também é útil para resgate em caso de acidente.
O gerenciamento de processos por meio de softwares tem por objetivo otimizar a frota, reduzir custos e diminuir os riscos de acidentes e tombamentos.
Como o transporte de cargas perigosas requer cuidado e monitoramento constantes, a melhor opção é adotar um software que concentre todas as informações necessárias, inclusive sobre o comportamento dos motoristas da frota.
Afinal, cerca de 80% dos acidentes causados por falhas humanas e são evitáveis. O Vsafe+, por exemplo, é uma solução da Platform Science criada especificamente para a prevenção de acidentes nas operações. Com ele, você pode:
Desse modo, é possível obter mais controle no transporte de produtos perigosos, permitindo mais tempo para as exigências de verificação in loco e demandas dos demais participantes do processo. Fale conosco para saber mais.
O transporte de cargas perigosas requer atenção aos protocolos de segurança, motoristas conscientes e treinados, e uma gestão de transporte eficiente – a fim de evitar acidentes e outros imprevistos que possam resultar em prejuízos à frota, à população e ao meio ambiente.
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