
O sinistro veicular vai muito além dos custos de um conserto. Ele representa um evento com potencial de impacto financeiro, operacional – e até mesmo de reputação para a empresa.
Por isso, entender o que é um sinistro, quais os seus tipos, implicações e como gerenciá-lo de forma eficiente é fundamental para qualquer gestor de frota que tenha como objetivo reduzir custos, otimizar recursos e aumentar a segurança de seus motoristas.
Qualquer ocorrência que cause dano físico, material ou financeiro segurado e que exige reparo, substituição ou indenização é considerado um sinistro veicular. Isso inclui colisões, roubos, furtos, danos a terceiros, entre outras situações.
O sinistro não deve ser considerado apenas uma ocorrência pontual. Ele representa uma interrupção no ciclo de operação da frota – e seus impactos vão muito além do evento em si.
Apesar de os acidentes de trânsito serem as ocorrências mais lembradas, nem todo sinistro resulta de uma colisão. Outras situações também se enquadram na categoria, tais como:
Em todos esses casos, o sinistro representa uma quebra de previsibilidade e exige atuação rápida e documentada por parte do gestor.
Outro ponto que merece destaque é a diferença entre alguns termos.
Para o gestor, entender essas diferenças é fundamental para se classificar corretamente cada ocorrência – e evitar custos desnecessários com o seguro.
No dia a dia da gestão de frotas, três categorias são as mais comuns e determinantes sobre o processo de indenização e reparo.
Acontece quando o veículo sofre danos, mas o custo do reparo não ultrapassa 75% do valor de mercado do automóvel. Nesses casos, a seguradora cobre parte do conserto, mediante o pagamento da franquia pelo segurado.
Por exemplo: uma colisão leve, que danifica o para-choque e os faróis. O veículo é consertado e logo volta à operação.
Inclui os casos em que o veículo é considerado irrecuperável, seja por destruição total – ou porque o custo do reparo ultrapassa os 75% do valor de mercado. Nessa situação, a seguradora indeniza o valor do veículo e ele é retirado definitivamente da frota.
Exemplo disso é quando um caminhão sofre um incêndio ou uma colisão grave, que comprometa por completo o chassi.
RCF-V significa “Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos”. Como o próprio nome expressa, ela cobre danos materiais e corporais causados a terceiros em acidentes nos quais o motorista é considerado culpado.
Esse é um tipo de sinistro bastante sensível, uma vez que envolve aspectos legais e reputacionais. Por isso, gerenciar esse tipo de ocorrência com agilidade e transparência é fundamental para mitigar riscos e preservar a imagem da empresa.
O verdadeiro peso de um sinistro não se limita aos custos diretos. Seus efeitos se desdobram em várias frentes, que podem comprometer a produtividade e o orçamento de toda a operação.
São os valores visíveis e imediatos, como o pagamento da franquia, o conserto do veículo, as peças de reposição, eventuais indenizações etc.
São aqueles que não aparecem nas planilhas do seguro, mas que pesam de maneira significativa no resultado. Entre os principais, estão:
Importante: quando somados, esses fatores podem representar até três vezes o valor do conserto direto, dependendo da complexidade do caso.
Vivemos tempos de margens apertadas e alta competitividade. Por isso, ações proativas são essenciais: não basta reagir aos sinistros – é preciso gerenciá-los com estratégia.
A gestão adequada de sinistros acarreta redução de custos, otimização de processos e melhoria contínua da segurança da frota. Para isso, é essencial o uso de tecnologia na identificação de padrões e causas recorrentes.
É nesse ponto que entram ferramentas como a telemetria e a videotelemetria. Elas ajudam a:
No fim das contas, trata-se de uma estratégia operacional que, para de fato ser sustentável, precisa incluir o gerenciamento de sinistros.
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